Portal da Cidade São Miguel do Guaporé

PAPO DE ESPECIALISTA

O que o material escolar do seu filho está escondendo que você não percebe?

Cadernos e mochilas podem revelar segredos sobre aprendizado e emoções. Você está atento aos sinais que seu filho tenta mostrar?

Publicado em 08/08/2025 às 11:00

(Foto: Lunnara Zamberlan, Neuropsicopedagoga Clínica, Institucional e Hospitalar/SBNPp-1269)

Sou Lunnara Zamberlan, neuropsicopedagoga clínica, com atuação voltada ao acompanhamento de crianças com dificuldades de aprendizagem e desenvolvimento atípico. Ao longo dos anos, venho auxiliando famílias e educadores a compreenderem melhor os sinais que as crianças manifestam  inclusive por meios que, à primeira vista, parecem simples, como o material escolar.

O recesso escolar terminou e, com a volta às aulas, muitos pais aproveitam para revisar os materiais dos filhos: checar o que precisa ser trocado, limpar a mochila, repor lápis, cadernos e demais itens. Mas você já parou para pensar que essa tarefa vai muito além da organização?

Observar o material escolar é também uma forma de acompanhar o desenvolvimento da criança. Eu costumo dizer que ele é como um diário silencioso: revela, sem palavras, aspectos do aprendizado, da organização, da autorresponsabilidade e, principalmente, do estado emocional da criança em relação à escola.

Ao longo do tempo, aprendi a reconhecer sinais importantes apenas analisando os cadernos, livros, estojos e mochilas das crianças que atendo. E convido você, pai e mãe, a fazer esse mesmo exercício de observação.

Por exemplo:

– Cadernos com muitas páginas em branco ou tarefas feitas apenas pela metade podem indicar desmotivação, dificuldades de compreensão ou pouca autonomia.

– Rasuras excessivas, letras muito pressionadas ou lápis usados com força podem ser reflexos de ansiedade, impulsividade ou dificuldades motoras.

– Borrachas mordidas, lápis danificados, materiais perdidos ou mal conservados também falam: sobre tensão, desorganização ou até insegurança emocional.

– A mochila bagunçada, os papéis amassados ou a falta de rotina na organização do material costumam estar ligados à dificuldade de planejamento e autorregulação.

– Já desenhos fora do contexto das atividades ou em excesso podem sugerir tédio, fuga de tarefas ou questões ligadas à atenção e concentração.

Mas o que fazer diante disso?

Comece com uma escuta aberta. Converse com seu filho sobre o que você observou e como ele tem se sentido na escola. Evite julgamentos. Muitas vezes, a criança não sabe nomear o que está sentindo, mas demonstra por meio desses sinais. Se algo lhe chamar atenção, procure também conversar com a professora. Ela pode oferecer uma perspectiva complementar valiosa. E se, mesmo após o diálogo, permanecerem dúvidas ou preocupações, saiba que você não está sozinho.

Como neuropsicopedagoga, posso ajudar a investigar, de forma cuidadosa e especializada, o que está por trás desses sinais. A partir de uma avaliação individualizada, consigo mapear aspectos cognitivos, emocionais e comportamentais da criança e construir, junto com a família, um plano de intervenção que a ajude a se desenvolver com mais segurança e bem-estar.

Se você identificou algo no material escolar do seu filho que despertou preocupação ou curiosidade, entre em contato comigo. Meu trabalho é justamente lançar esse olhar sensível e técnico para apoiar famílias como a sua.

Um simples caderno pode contar uma grande história. E muitas vezes, é nesse detalhe que mora a chave para grandes transformações no processo de aprendizagem e no desenvolvimento emocional da criança...


Atendimentos presenciais : Av. Capitão Silvio, 1526 | Sala B | São Miguel do Guaporé - Ro

(69) 98128- 3703- WhatsApp


Qual sua especialidade?

Publique seu conteúdo aqui na editoria Papo de Especialista do Portal da Cidade.

Ligue ou fale conosco pelo WhatsApp (69) 99607-9774

Todas as informações e opiniões contidas neste artigo, seja em texto ou em vídeo, são de total responsabilidade de seus autores e não expressam, necessariamente, as posições do Portal da Cidade.















Fonte: Lunnara Zamberlan, Neuropsicopedagoga


Fonte: Lunnara Zamberlan, Neuropsicopedagoga

Participe do grupo do Portal da Cidade no WhatsApp