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CONSCIENTIZAÇÃO

2 de abril: conscientizar é mais que nomear, é compreender

A especialista Lunnara Zamberlan explica o significado do 2 de abril, data criada pela ONU, e alerta sobre termos usados de forma equivocada.

Publicado em 02/04/2026 às 07:00

(Foto: Imagen ilustrativa da Internet)

Todos os anos, ao se aproximar o dia de hoje, 2 de abril, uma onda de publicações toma conta das redes sociais, instituições e veículos de comunicação. A intenção, na maioria das vezes, é positiva: dar visibilidade ao autismo. No entanto, junto com essa mobilização, também se repetem expressões equivocadas que, embora comuns, precisam ser repensadas.

É muito frequente ouvirmos ou lermos termos como “Dia do Autismo”, “Dia do Autista” ou até mesmo “Dia de Combate ao Autismo”. E é aqui que começa um ponto essencial de reflexão que trago pra vocês....

O dia 2 de abril não é um dia de combate. O autismo não é uma doença a ser combatida, eliminada ou enfrentada como um inimigo. Também não se trata de uma data comemorativa voltada à celebração de uma condição. A nomenclatura correta, instituída oficialmente pela Organização das Nações Unidas em 2007, é Dia Mundial da Conscientização do Autismo.

E essa escolha de palavras não é por acaso.  “Conscientizar” significa informar, educar, sensibilizar a sociedade. É um convite coletivo para ampliar o olhar, reduzir o preconceito e promover inclusão. Essa data existe para que possamos compreender melhor o Transtorno do Espectro Autista (TEA), respeitar as singularidades de cada indivíduo e fortalecer práticas sociais mais empáticas e acessíveis.

Ao utilizarmos expressões como “combate ao autismo”, ainda que sem intenção, reforçamos uma ideia equivocada de que o autismo é algo negativo que precisa ser eliminado. Isso desconsidera que estamos falando de pessoas, com histórias, potencialidades, desafios e, acima de tudo, direitos.

Da mesma forma, ao dizer “Dia do Autista” ou “Dia do Autismo”, simplificamos uma data que tem um propósito muito mais amplo: mobilizar a sociedade para o conhecimento e a inclusão, e não rotular ou reduzir indivíduos a um diagnóstico.

Enquanto neuropsicopedagoga, reforço: mais do que participar da data, é fundamental compreender o que ela realmente representa. O dia 2 de abril não é sobre rótulos, não é sobre estigmas e, definitivamente, não é sobre combate. É sobre consciência. Consciência de que o autismo faz parte da diversidade humana. Consciência de que inclusão não é favor, é direito.Consciência de que informação transforma realidades.

Que possamos, a cada ano, não apenas repetir a data, mas aprofundar o entendimento. Porque quando mudamos a forma de falar, também começamos a mudar a forma de ver e, principalmente, de agir.
By Lunnara Zamberlan

Neuropsicopedagoga Clínica, Institucional e Hospitalar/SBNPp-1269 , Psicopedagoga Clínica, Especialista em Autismo, com anos de experiência e diversas expertises na área, atuando em atendimentos voltados ao público infanto-juvenil.

@lunnarazamberlanconsultoria

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Todas as informações e opiniões contidas neste artigo, seja em texto ou em vídeo, são de total responsabilidade de seus autores e não expressam, necessariamente, as posições do Portal da Cidade.

Fonte: Lunnara Zamberlan, Neuropsicopedagoga


Fonte: Lunnara Zamberlan, Neuropsicopedagoga

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