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PAPO DE ESPECIALISTA

Meu filho não se concentra… será que é só distração ou algo mais?

Quando a criança tem dificuldade de focar, tudo à sua volta pode ser afetado e é aí que um olhar neuropsicopedagógico faz toda a diferença.

Publicado em 15/08/2025 às 11:00
Atualizado em

(Foto: Lunnara Zamberlan, Neuropsicopedagoga Clínica, Institucional e Hospitalar/SBNPp-1269)

Sou Lunnara Zamberlan, neuropsicopedagoga, e quero começar te dizendo algo importante: Você não está sozinho nessa dúvida. Muitos pais chegam até mim com uma angústia comum  “Meu filho é tão inteligente, mas não consegue se concentrar.”

E quase sempre essa fala vem acompanhada de preocupação, culpa e um nó na garganta. E eu entendo. Porque não é fácil ver uma criança que você ama se frustrar diante de tarefas simples, perder o interesse rápido, não conseguir terminar o dever da escola ou até mesmo se atrapalhar nas rotinas mais básicas do dia a dia.

A verdade é que a dificuldade de concentração não é só uma questão de comportamento. É um sinal de que algo está pedindo atenção. E quanto antes olharmos para isso com carinho e responsabilidade, melhor será para o desenvolvimento da criança.

Nem sempre é só distração

Algumas crianças são mais inquietas, outras mais “no mundo da lua”. Algumas até conseguem se concentrar por horas no que gostam, mas se perdem facilmente em atividades escolares ou rotinas. E é aí que os pais costumam se perguntar:"Será que é só preguiça?" "É falta de limites?" "Vai passar com o tempo?"

O que eu costumo dizer é: pode até passar. Mas pode também piorar  principalmente se a criança começa a se sentir incapaz, a perder a autoestima ou a ser comparada com os colegas e irmãos. Por isso, sempre vale olhar com mais profundidade. 

Quando a concentração afeta tudo

A dificuldade de concentração vai muito além da escola. Ela pode afetar:

-A autoestima (quando a criança começa a achar que “não é boa o suficiente”);

-As relações familiares (porque os pais se cansam e perdem a paciência);

-A rotina (porque tudo parece mais difícil: do banho à tarefa);

-E até a saúde emocional, gerando ansiedade ou desmotivação.

E não é culpa de ninguém. Nem dos pais. Nem da criança. Cada cérebro funciona de um jeito  e entender esse funcionamento é o que faz toda a diferença.

Onde entra a Neuropsicopedagogia?

Como neuropsicopedagoga, meu trabalho é escutar, observar, investigar com carinho e técnica. Através da avaliação, conseguimos entender como essa criança aprende, percebe o mundo, organiza seus pensamentos e lida com os estímulos ao redor. Muitas vezes, o que parece apenas “desatenção” é, na verdade, uma forma de defesa diante de algo que está difícil demais para ela. E a partir disso, elaboramos juntos um plano de apoio, individualizado, realista  envolvendo não só a criança, mas a família e, quando possível, a escola.

O que você pode observar aí em casa?

Seu filho tem dificuldade de concluir o que começa?

-Vive esquecendo o que precisa levar ou fazer?

-Parece não ouvir quando você fala?

-Se distrai facilmente até nas coisas que gosta?

-Fica frustrado, desanimado ou impaciente com tarefas simples?
-Pega vários brinquedos para brincar ao mesmo tempo? 

Se sim, talvez seja a hora de investigar com mais cuidado. E como costumo dizer "o custo do cuidado é sempre menos que o do reparo!"

E eu estou aqui para isso. Para caminhar ao lado das famílias, oferecendo escuta, orientação e estratégias que realmente façam sentido  e que respeitem o tempo e a história de cada criança. 

Por Lunnara Zamberlan

Neuropsicopedagoga Clínica, Institucional e Hospitalar/SBNPp-1269 , Psicopedagoga Clínica, Especialista em Autismo, com anos de experiência e diversas expertises na área, atuando em atendimentos voltados ao público infantojuvenil.

Atendimentos presenciais : Av. Capitão Silvio, 1526 | Sala B | São Miguel do Guaporé - Ro

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Fonte: Lunnara Zamberlan, Neuropsicopedagoga

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