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JUSTIÇA

Chacina que chocou São Francisco em 2024 termina com condenação de 131 anos de prisão

Jackson da Silva dos Santos foi julgado por cinco crimes; caso ocorreu em 2024 e prisão aconteceu após cerco da PM em São Miguel

Publicado em 16/09/2026 às 16:49
Atualizado em

Imagem divulgação

O Tribunal do Júri de São Francisco do Guaporé condenou, nesta terça-feira (15), Jackson da Silva dos Santos a 131 anos de prisão pelos cinco crimes relacionados à chacina que chocou o município em novembro de 2024. A condenação foi obtida pelo Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO).

O réu foi responsabilizado por três homicídios consumados, uma tentativa de homicídio e estupro de vulnerável. Durante o julgamento, o Conselho de Sentença reconheceu a responsabilidade do acusado pelos cinco crimes apresentados pela acusação.

O crime

O caso aconteceu em 15 de novembro de 2024, em uma residência de São Francisco do Guaporé. Três pessoas da mesma família foram encontradas mortas: uma mulher de 45 anos, uma menina de 11 anos e um bebê de apenas oito meses.

Uma criança de dois anos também foi localizada com ferimentos graves e precisou ser encaminhada para atendimento hospitalar.

A investigação conduzida pela Polícia Civil apontou Jackson da Silva dos Santos como suspeito dos crimes. Após a expedição do mandado de prisão, ele permaneceu foragido durante alguns dias.

Prisão em São Miguel

A captura ocorreu na noite de 22 de novembro de 2024, em São Miguel do Guaporé, após uma denúncia indicar às forças de segurança onde o suspeito estaria.

Equipes da Polícia Militar realizaram um cerco na região indicada e conseguiram localizar e prender Jackson. A prisão colocou fim às buscas pelo homem apontado pela investigação como responsável pelo triplo homicídio.

Decisão do Tribunal do Júri

Durante o julgamento, os jurados também reconheceram qualificadoras relacionadas aos homicídios, incluindo o emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa das vítimas e circunstâncias relacionadas à idade inferior a 14 anos, conforme cada crime.

Em relação à criança de dois anos, o Conselho de Sentença reconheceu a tentativa de homicídio, também considerando as qualificadoras apresentadas pela acusação.

A condenação incluiu ainda o crime de estupro de vulnerável, resultando na pena total de 131 anos de reclusão.

Para o MPRO, a decisão representa a responsabilização pelos cinco crimes julgados e reforça a atuação da instituição no enfrentamento à violência e na busca pela responsabilização de autores de crimes dessa natureza.

O caso, que provocou comoção em São Francisco do Guaporé e em municípios da região da BR-429, chega agora à fase de cumprimento da sentença, observados os procedimentos e eventuais recursos previstos na legislação.

Com informações do MPRO

Fonte: Portal da Cidade São Miguel do Guaporé

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