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SAÚDE PÚBLICA

Governo de Rondônia investiga caso raro de infecção por ameba após morte de criança

Caso foi confirmado após análise laboratorial e mobilizou ações integradas de vigilância epidemiológica no estado

Publicado em 07/05/2026 às 15:21

(Foto: Portal da Cidade de PVH)

A Agência Estadual de Vigilância em Saúde de Rondônia conduziu a investigação epidemiológica de um caso raro registrado em Rondônia, envolvendo a morte de uma criança de nove anos ocorrida no dia 3 de abril, no Hospital Regional de Cacoal. A paciente era moradora de Machadinho d'Oeste e teve o diagnóstico confirmado em 10 de abril após exames laboratoriais identificarem a presença da ameba Naegleria fowleri.

A infecção ocorre quando água contaminada entra pelas vias nasais, permitindo que o microrganismo migre pelo nervo olfatório até o cérebro, causando a meningoencefalite amebiana primária (MAP), doença considerada extremamente rara e grave. Segundo as autoridades de saúde, não há transmissão por ingestão de água contaminada nem de pessoa para pessoa.

A investigação foi realizada de forma integrada entre estado e município, com participação da Secretaria Municipal de Saúde de Machadinho d’Oeste, do Laboratório Central de Saúde Pública de Rondônia e do Instituto Adolfo Lutz, responsável pela análise confirmatória. O trabalho incluiu levantamento epidemiológico, identificação do possível local de exposição e orientações técnicas às equipes de saúde.

Entre as recomendações preventivas estão evitar a entrada de água não tratada nas narinas durante mergulhos ou atividades em rios, lagos e açudes, além do uso de água tratada ou fervida para higiene nasal. A orientação também inclui atenção à qualidade da água utilizada em atividades domésticas que possam ter contato com as vias respiratórias.

Os sintomas iniciais da doença incluem dor de cabeça, febre, náuseas e vômitos, podendo evoluir rapidamente para quadros graves. A orientação é buscar atendimento médico imediato em caso de suspeita. A Agevisa/RO informou que segue monitorando o caso e reforçando ações de vigilância epidemiológica e orientação à população e aos profissionais de saúde.





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