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SAÚDE PÚBLICA

Aguinaldo Sertanejo exige Audiência Pública sobre terceirização em São Miguel

Segundo o vereador, a responsabilidade de uma decisão desse tamanho recai sobre quem assina, mas o prejuízo, se algo der errado, recai sobre o povo.

Publicado em 14/03/2026 às 08:48

(Foto: Reprodução)

O vereador Aguinaldo Sertanejo deu o tom da última sessão na Câmara ao defender que o projeto de terceirização (PL 015/26) não pode ser decidido "no escuro" ou na pressa. Com um discurso firme e pautado na transparência, o parlamentar cobrou que a Prefeitura e a Câmara abram as portas para uma Audiência Pública, permitindo que o cidadão de São Miguel decida junto o futuro da saúde e do município.

Sertanejo não mediu palavras ao explicar por que não aceita votar o projeto de qualquer maneira. Segundo o vereador, a responsabilidade de uma decisão desse tamanho recai sobre quem assina, mas o prejuízo, se algo der errado, recai sobre o povo.

"Eu fui eleito para fiscalizar e proteger o interesse de vocês. O meu CPF eu não jogo na lama votando projeto com brechas ou sem entender cada detalhe. Se o projeto é para o bem do povo, por que a pressa em votar sem ouvir o povo primeiro?", questionou Sertanejo na tribuna.

Para o vereador, o projeto que começou focado apenas na "gestão hospitalar" acabou tomando proporções de uma "terceirização ampla", o que acendeu o sinal de alerta. Sertanejo bateu na tecla de que a participação popular é o único caminho seguro.

"A política de São Miguel precisa parar de ser decidida só em gabinete. Eu defendo a Audiência Pública porque é o povo quem vai bancar essa conta. O cidadão precisa vir para a Câmara, olhar o projeto de perto e decidir junto conosco", afirmou o parlamentar.

O parlamentar reforçou que não aceitará pressões para votar antes de garantir que o projeto seja seguro para os servidores e para os pacientes. Ele defende que a união entre o Executivo, o Legislativo e a Sociedade Civil é a única forma de evitar erros que prejudiquem o município no futuro. "Nossa função é trazer solução. E a solução mais justa é a democracia: abrir o debate e ouvir as famílias de São Miguel", finalizou Aguinaldo Sertanejo.

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