De 2 a 6 de outubro, Belém (PA) será palco da I Cúpula de Jovens Líderes da Amazônia, promovida pelo Instituto COJOVEM (Cooperação da Juventude Amazônida para o Desenvolvimento Sustentável). O evento reunirá 28 jovens lideranças da Amazônia Legal no Hotel Beira Rio, com o objetivo de propor políticas públicas e estratégias para uma transição justa rumo à justiça climática. O encontro faz parte da agenda preparatória para a COP30, que acontece em novembro, também na capital paraense.
Entre os participantes está Wilians Santana, jovem agricultor familiar em transição agroecológica, morador da chácara Nossa Senhora de Nazaré, no município de São Miguel do Guaporé (RO). Militante do movimento sindical rural pelo MSTTR e parte da população LGBTQIAPN+, Wilians representa a juventude amazônida que atua diretamente nos territórios, enfrentando os desafios do campo com resistência, organização e inovação.
Sua presença reforça o compromisso da Cúpula em promover diversidade e inclusão nos espaços de tomada de decisão climática, reconhecendo que a justiça social é inseparável da justiça ambiental.
O evento reunirá representantes dos nove estados da Amazônia Legal — Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins — para debater temas como transição justa, adaptação e mitigação climática, educação, cultura, juventudes e meio ambiente. As discussões serão organizadas em painéis, oficinas e plenárias, com o objetivo de construir uma Agenda Comum das Juventudes da Amazônia.

Segundo Aldrin Barros, coordenador de advocacy da Cojovem, o protagonismo jovem na COP30 é fundamental: “A Cúpula tem como propósito garantir que as juventudes amazônidas não sejam apenas espectadoras da COP30, mas protagonistas de um processo de incidência política que conecta a defesa do meio ambiente com a construção de um futuro digno para nossa região.”
Já para Pedro Mota, coordenador de pesquisa da instituição, a juventude amazônida tem muito a contribuir: “Somos uma juventude que nasce em um cenário de sobrevivência. A gente cria nossas estratégias e lidera a transformação dos nossos territórios. Precisamos ocupar os espaços de decisão com nossas soluções baseadas em ciência, técnica e vivência.”