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Estrada de Ferro Madeira-Mamoré pode virar patrimônio mundial? Entenda

Prefeitura de Porto Velho apresentou uma carta de intenção para candidatar o complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré a Patrimônio Mundial da Unesco

Publicado em 17/08/2026 às 08:27

Locomotiva da Estrada de Ferro Madeira Mamoré — Foto: Prefeitura de Porto Velho.

No ano em que foram celebrados os 114 anos da inauguração oficial da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM), a gestão municipal de Porto Velho apresentou uma carta de intenção para estruturar a candidatura do complexo à lista de Patrimônio Mundial da Unesco. Mas o que isso significa?

O documento enviado à Superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em Rondônia solicita apoio para a criação de um comitê técnico. Esse grupo será responsável por realizar os estudos e reunir as informações necessárias para preparar a candidatura.

Construída entre 1907 e 1912, após a assinatura do Tratado de Petrópolis, a ferrovia teve papel fundamental na integração da Amazônia, fortaleceu as relações entre Brasil e Bolívia e contribuiu diretamente para o surgimento e o crescimento de Porto Velho.

Estrada de Ferro Madeira Mamoré — Foto: Prefeitura de Porto Velho

Estrada de Ferro Madeira Mamoré — Foto: Prefeitura de Porto Velho

De acordo com o Iphan, com o recebimento da carta de intenção, será aberto um processo administrativo para formalizar o pedido da Prefeitura de Porto Velho e iniciar a análise da proposta. A partir daí, começam os estudos que vão avaliar se a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré atende aos critérios exigidos pela Unesco.

➡️ O primeiro passo é incluir a ferrovia na Lista Indicativa Brasileira, que reúne os bens considerados pelo país como potenciais candidatos ao título de Patrimônio Mundial.

➡️ Em seguida, serão realizados levantamentos técnicos para comprovar a importância histórica, cultural e patrimonial da EFMM, além das condições de preservação e gestão do local.

Ainda segundo o instituto, a preparação da candidatura também envolve a participação de órgãos públicos, universidades, especialistas e representantes da sociedade civil.

Com todas as informações reunidas, será elaborado um dossiê técnico que poderá ser enviado pelo governo brasileiro à Unesco.

Fonte: G1

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