Portal da Cidade São Miguel do Guaporé

LIVRE DE AFTOSA

MAPA libera trânsito de animais e muda cenário da pecuária no Vale do Guaporé

Com status sanitário igualado em todo o Brasil, produtores do Vale do Guaporé ganham acesso a genética de outros estados, mas vigilância permanece

Publicado em 20/06/2025 às 13:00
Atualizado em

(Foto: Governo Estado do PR)

O recente Ofício-Circular nº 31/2025 do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) oficializa que todo o Brasil agora é reconhecido internacionalmente como livre de febre aftosa sem vacinação. Rondônia, contudo, já fazia parte desse seleto grupo desde 2020, junto com Acre, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e partes de Amazonas e Mato Grosso. O estado é referência nacional em sanidade animal, não registra casos de febre aftosa desde 1998 e, desde 2018, não realiza mais vacinação, mantendo rigorosos protocolos de vigilância e controle.

O que muda para Rondônia e o Vale do Guaporé?

Segundo autoridades do Idaron, na prática, Rondônia já detinha reconhecimento internacional e podia comercializar gado para todo o país, mas só podia receber animais de estados com o mesmo status sanitário. Com a equiparação nacional, agora é possível adquirir bovinos e reprodutores de qualquer estado brasileiro, inclusive de grandes bacias leiteiras como Minas Gerais e Bahia, o que abre oportunidades para melhorar a genética do rebanho local e diversificar a produção na região do Vale do Guaporé.

Impactos positivos

  • Acesso ampliado à genética de ponta: Produtores de Rondônia poderão importar animais de alto valor zootécnico de outros estados, o que pode elevar a produtividade e a qualidade do rebanho local.
  • Mercado nacional e internacional aberto: O status sanitário igualitário fortalece a competitividade da carne rondoniense, que já era reconhecida por sua qualidade, em mercados exigentes do Brasil e do exterior.
  • Redução de custos e burocracia: O fim das restrições de trânsito de animais elimina barreiras logísticas e simplifica operações comerciais.

Impactos negativos e desafios

  • Risco sanitário permanente: O trânsito ampliado de animais exige vigilância redobrada, já que a reintrodução da febre aftosa é uma ameaça real, como alertam especialistas e a própria OMSA. Protocolos de notificação e resposta rápida, já praticados por Rondônia, continuam fundamentais.
  • Pressão por biosseguridade: O compromisso coletivo entre produtores, governo e entidades técnicas deve ser mantido para garantir que o novo status traga benefícios duradouros e não represente retrocessos sanitários.

A conquista nacional reflete o trabalho pioneiro de Rondônia, em especial do Idaron, que se mantém como modelo de biosseguridade e vigilância no Brasil. O estado reforça, em fóruns e campanhas, a importância da notificação imediata de suspeitas e da participação ativa de toda a cadeia produtiva para preservar o status sanitário e garantir a sustentabilidade da pecuária regional.

O novo cenário traz oportunidades inéditas para o Vale do Guaporé, especialmente na melhoria genética do rebanho, mas exige responsabilidade coletiva para manter a confiança internacional conquistada ao longo de décadas de trabalho. A busca de melhorias genéticas se dão em aquisições de animais vivos oriundos de estados que não faziam parte das zonas livres já existentes

Fonte: Portal da Cidade São Miguel do Guaporé

Participe do grupo do Portal da Cidade no WhatsApp